Egresso atribui ao Projeto Pescar grande parte das suas vitórias

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Painel “Egressos da Aprendizagem: Histórias que Inspiram”

Representantes do Ministério Público do Trabalho, da Superintendência Regional do Trabalho, e da Fundação Projeto Pescar, ao lado de Ezequias Lemos

Ao compartilhar sua trajetória, no painel “Egressos da Aprendizagem: Histórias que Inspiram”, Ezequias Lemos, da Unidade Fundação Francisco Xavier Kunst, atribuiu ao Projeto Pescar grande parte de suas vitórias na carreira militar. Entre elas, a missão internacional no Haiti. “O único sonho que você não realiza é o que não se sonha”, fez questão de reforçar para o público presente na Feira de Aprendizagem Profissional do RS.

Militar do 16º Grupo de Artilharia de Campanha, em São Leopoldo/RS, Lemos acumula várias experiências marcantes nos 25 anos de vida. A primeira foi a conquista do primeiro emprego: “Diferente de uma empresa, na carreira militar você tem vários testes físicos, psicológicos e como eu já tinha vivenciado entrevistas simuladas de emprego na Unidade, isso me colocou um passo à frente.”

Projeto Pescar – Um ano depois, disputou três vagas com outros 23 candidatos para permanecer no local e foi a primeira escolha do regimento: “O nosso quartel tem muita atividade administrativa e o fato de eu ter sido jovem aprendiz em uma empresa, me destacou, pois sabia como me comportar no ambiente de trabalho, e tinha autoconfiança. Eu me lembrava do exemplo dos voluntários e do diretor Evandro Kunst falando que o Projeto Pescar estava ali para ensinar o jovem a andar com as próprias pernas. Isso me ajudou a ir buscando o próprio espaço.”

Em 2015, mais uma vitória pessoal. Dos mais de 120 candidatos para a missão internacional do Haiti, ficou entre os 20 selecionados, e diz que o fato de ter sido um boina azul, foi uma lição de vida: “a saudade de casa e da família foi preenchida com o trabalho humanitário. Agreguei experiência de vida, valores, conhecimento, e pude fazer a diferença no mundo, nem que seja um pouco. Estou há sete anos no quartel, mas a minha base não mudou. A disciplina, a lealdade, a empatia, se colocar no lugar do outro são coisas que não mudam em lugar nenhum e que só se aprimoram”, afirma.

O Projeto Pescar para Lemos foi um divisor de águas: “Eu conheci pessoas novas e que foram um espelho para mim. Esta forma de trabalhar em conjunto, com pessoas de diferentes opiniões e realidades é algo que só te aprimora. Você sai da sua casa, onde não está aprendendo nada, e começa a ver matemática financeira, marketing, logística, empreendedorismo. Então mesmo que a formação seja inicial, você vai se formar um profissional com sede de conhecimento, que quer mais do que concluir o ensino médio, buscando aprender coisas novas e usar o teu conhecimento. Eu só tenho a agradecer.”